INTEGRAÇÃO PARA GESTÃO DE ATIVOS: POC NO SETOR DE ENERGIA E UTILITIES

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INTEGRAÇÃO PARA GESTÃO DE ATIVOS: POC NO SETOR DE ENERGIA E UTILITIES

Martin Horvath | Set 05, 2019

Os ativos são a base de qualquer negócio - não importa se é o machado para derrubar uma árvore ou o robô que monta um carro. As últimas publicações nesta série trataram principalmente de negócios (incluindo um artigo de como calcular o índice de Giro de Ativos) e de conceitos fundamentais. Hoje minha intenção é conscientizar que um sistema de gestão de ativos somente desenvolve seu pleno potencial se visto como um componente conectado a um cenário de tecnologia da informação organizacional muito mais amplo.

A padronização abriu caminho para a integração de Sistemas


Recentemente, fui convidado para palestrar no congresso HxGN LOCAL DACH+ na Alemanha, organizado anualmente pela Hexagon, uma confiável e valiosa corporação à qual dei suporte em projetos internacionais por mais de uma década. Seus clientes na área de utilities e comunicações têm exigências muito específicas no que diz respeito a soluções de software para planejar, operar e manter estruturas como a rede de gasodutos. Eles têm ativos tão pequenos (por ex: uma válvula) e a condição desses ativos é crucial para uma rede funcionar perfeitamente. Um diferencial no que diz respeito ao conjunto de ativos é que o “onde” realmente importa e a exigência para um sistema de informação geográfica (SIG) normalmente é mais alta do que para um sistema de gestão de ativos. Sistemas desse tipo como o sistema de informação da rede geoespacial da Hexagon-G/Technology, são projetados para funcionar com objetos espaciais, suas relações e suas análises.

Estamos falando sobre sistemas de gestão de ativos geoespacialmente habilitados ou sobre sistemas de gestão de informação geográfica habilitados para ativos (SIG)? Na realidade essas são áreas que se sobrepõem e não pode substituir um ao outro. O fato mais relevante é que existe uma exigência para integrá-los entre si - e isso foi o que fizemos para o evento HxGN LOCAL DACH+ 2019. Algumas de nossas metas foram definidas como:

  • O ERP SAP é o “sistema mestre” na organização
  • O Hexagon G/Techology é o sistema especializado para planejar, operar e gerenciar a rede de energia
  • Cada ativo deve ter um sistema detentor
  • Um tipo de ativo é classificado tanto como dados mestre quanto como dados especiais (p.ex. talvez não seja de interesse para toda a organização, mas é crucial para alguns departamentos)
  • O sistema mestre “detém” as ordens de serviço para manter os ativos, mas a carga de trabalho da ordem de serviço é baseada em informações da G/Technology.

Para demonstrar a viabilidade de criar um sistema conectado, nós definimos um fluxo de trabalho inspirado na vida real e o expressamos na forma de um histórico do usuário de acordo com a metodologia scrum: “Como um usuário iniciante (sem conhecimento especial de SAP ou SIG) quero ter todos os ativos detalhados para os locais funcionais no SAP de modo que eu possa criar ordens de serviço de inspeção com a carga de trabalho calculada pelo sistema especial de informações geográficas.”

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Devido à falta de padronização, interfaces de desenvolvimento e outras questões tecnológicas, dar vida a um cenário como este foi como o que aconteceu em relação à ciência espacial há alguns anos. Atualmente, temos padrões como OData, tecnologias como javascript de “próxima geração”, recursos como armazenamento em navegador e conceitos como a “nuvem” que nos permitem não apenas criar tais soluções integradas, mas também aplicar segurança, desempenho e escalabilidade de última geração.

Uma arquitetura sustentável permite que o mundo "externo" fale com o ERP SAP

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Neste caso em particular, nós usamos o SAP Gateway e o SAP Cloud Connector para expor os objetos e processos do SAP Plant Maintenance (locais funcionais e ordens de serviço) de maneira segura para o mundo externo no SAP Cloud Platform. Aqui nós criamos um aplicativo SAP Fiori para visualizar aqueles objetos empresariais e oferecer um espaço para as partes do G/Technology.

Esses componentes foram tratados como módulos de aplicativos genéricos integrados no aplicativo Fiori. Com essa arquitetura, baseada em padrões abertos, comprovamos que uma solução leve, baseada na web e integrada é viável e acessível.

Essa prova de conceito para o setor de utilities e comunicações é um excelente exemplo de que a gestão de ativos não pode ser tratada como um software isolado ou como uma solução. Considerar os “ativos” como dados mestre significa que esta informação precisa ser disponibilizada, compartilhada e utilizada dentro de uma organização. E isso é possível somente com uma arquitetura de sistema flexível e uma estratégia tecnológica inteligente  idealizada com valores chaves.

Como nada é tão constante quanto as mudanças, estou ansioso para ver como você irá liberar todo o potencial de  sua empresa para que ela alcance o próximo nível! Aproveite a videoaula dessa breve prova de conceito, inspire-se e continue atento para mais: Você verá um sistema SAP S4 com alguns locais funcionais e como é verificada a  conexão do SAP Cloud Connector. Essa conexão permite que o aplicativo Fiori extraia os locais funcionais  utilizando solicitações-Ajax (=https) e você verá como a seleção de localização traz todos os ativos de rede da G/Technology e como o Fiori permite a criação de uma ordem de serviço em SAP. Finalmente, você verá o resultado aparecer no SAP S4 novamente. Uma tarefa básica como criar ordens de inspeção pode, então, ser  realizada por funcionários “comuns” e não apenas por quem tem conhecimento sobre transações SAP e entende o G/Technology.

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OK. O que devo assimilar deste artigo?

Não importa onde e nem porque você está lendo esta publicação: tenha em mente que arquiteturas e padrões modernos ajudam a concretizar projetos até então inacessíveis. Traga novas ideias para sua empresa e comece a integrar os sistemas de informação isolados para liberar todo o potencial dos seus dados. E o mais importante, vá  além dos limites do seu SAP, do seu CRM ou do seu G/Technology - eles são partes de um sistema de informação  que abrange toda a empresa e que é mais eficiente quando todos os sistemas estiverem cooperando!

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